Dia Mundial de Combate à Poluição: o que fazer para sanar esse problema?

 

Crédito: Pixabay.

 

Dia 14 de agosto é o Dia Mundial de Combate à Poluição. A Fundação Ezute está engajada nessa causa e convida você a repensar os seus hábitos de consumo. Veja dicas aqui.

 

Dia 14 de agosto é o Dia Mundial do Combate à Poluição! Nessa data tão importante, a Fundação Ezute convida a todos para refletirem sobre seus hábitos de consumo, especialmente com relação ao descarte de lixo. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 78 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos foram gerados no Brasil em 2017. E como tudo isso foi descartado? Apenas 22% dos municípios brasileiros possuem hoje programas de coleta seletiva, de acordo com a organização Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre). Ou seja, a grande maioria do lixo costuma ser descartada de forma inadequada, gerando impactos terríveis ao meio ambiente.

Lixo nas ruas gera obstrução de bueiros, causando enchentes, destruição de casas e até mortes. As consequências podem ser desastrosas também quando os resíduos não são levados para os aterros sanitários e vão parar em lixões – locais a céu aberto, sem nenhum tipo de tratamento ou proteção ao meio ambiente. Nesse caso, os resíduos geram emissões de gases na decomposição, poluindo o ar e prejudicando nossa saúde. Soma-se a isso a produção de chorume, que invade os solos e os lençóis freáticos, prejudicando a qualidade da água. O problema se agrava mais ainda quando os descartáveis não são biodegradáveis, como os plásticos, que demoram séculos para se decompor na natureza. Quando chegam até os mares, acabam fatalmente matando animais, como as tartarugas marinhas.

Como podemos colaborar para mudar essa realidade? A Fundação Ezute vem se engajando nessa causa. A organização tem especialistas para apoiar os municípios no estudo e modelagem de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para a coleta e destinação adequada dos resíduos. Há pouco tempo, abriu um edital para captação de recursos junto à iniciativa privada e alguns consórcios de municípios já manifestaram interesse nesse modelo (clique aqui para acessá-lo). Trata-se de um problema complexo, cujo equacionamento requer uma visão sistêmica para além dos limites municipais, necessariamente envolvendo soluções regionalizadas por meio de consórcios públicos, como é o caso do CIMVI – Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

O que você pode fazer para combater a poluição?
Cada cidadão também pode contribuir para diminuir a poluição ambiental. O primeiro passo é separar os resíduos que podem ser reciclados. Depois levá-los para os postos e serviços de coleta seletiva da sua cidade. Veja lista abaixo.

Plásticos
Recicláveis: embalagens de alimentos, xampus, detergentes e outros produtos de uso doméstico. Sacolas, canetas, escovas de dente, baldes, copos, isopor, acrílico, tubos de PVC.
Não recicláveis: celofane e embalagens metalizadas.

Papéis
Recicláveis: papéis de escritório, caderno, jornais, revistas, panfletos, cartões, cartolina, caixas de papelão, embalagens longa vida, embrulhos de presentes.
Não recicláveis: papéis sujos, engordurados ou contaminados, papel higiênico, fotografias, fitas e etiquetas adesivas, plastificados, de alumínio, impermeáveis.

Metais
Recicláveis: latas em geral (óleo, cremes, conservas), alumínios (latinhas de refrigerante e de cerveja), ferragens, arame, fios de cobre, panela (sem cabo).
Não recicláveis: esponja de aço, latas de tinta e de verniz.

Vidros
Recicláveis: garrafas e frascos em geral.
Não recicláveis: vidros de janela, vidros de automóveis, tubos de TV, espelhos, cristal.

Exigem descarte especializado
Medicamentos, lâmpadas, pilhas e baterias, óleo de cozinha, lata de aerosol e latas de tinta, pneus, lixo eletrônico (celulares, computadores, baterias, impressoras, Tvs).
Fonte: eCycle.