Fundação participa do projeto, sendo beneficiária da transferência de tecnologia do Sistema de Combate do submarino

A Fundação Ezute está comemorando o início dos testes de mar do Submarino Riachuelo (S 40). Este é o primeiro de quatro submarinos brasileiros convencionais de ataque, derivados dos submarinos franceses da classe Scorpène, cujo projeto foi desenvolvido pela empresa estatal francesa NAVAL GROUP, e está sendo construído pela Itaguaí Construções Navais (ICN), sob a fiscalização da Marinha do Brasil.

A construção dos submarinos faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), do qual a Fundação Ezute participa como beneficiária da transferência de tecnologia do Sistema de Combate, que opera e controla os armamentos da frota de novos submarinos.

O Riachuelo realizará testes iniciais de cais, e de diversos sistemas, até a sua primeira saída ao mar, quando também serão testados os sistemas de propulsão, navegação, de comunicação entre outros. Os testes de mar estão programados para durarem até o primeiro semestre de 2020 e o seu comissionamento previsto para o segundo semestre do mesmo ano.

Segundo o cronograma da Marinha, o Humaitá (S 41) tem previsão de ser lançado ao mar em 2020, seguido do Tonelero (S 42) em 2021 e do Angostura (S 43) em 2022.

A importância da Ezute no Prosub

A Ezute faz parte do Prosub, desde que a Marinha decidiu ter autonomia  na evolução de uma tecnologia que considera crítica: o Sistema de Combate, que opera e controla os armamentos da frota de novos submarinos. Um acordo entre os governos do Brasil e da França garantiu a transferência de tecnologia e de conhecimento para realizar essa tarefa e a Ezute foi selecionada no processo de nacionalização do sistema de combate.

Atualmente, a Fundação atua na continuação do processo de transferência de tecnologia e de conhecimento junto ao grupo francês Naval Group, referente ao Sistema de Combate (CSI (Combat System Integration). Duas das três frentes de atuação de trabalho deste contrato (CSE – Combat System Engineering e CMS – Combat Management System) já foram concluídas.

As atividades de teste do construtor (HCT – Harbour Constructor Tests) e dos testes de aceitação (HAT- Harbour Acceptance Trials) já estão em andamento. Os engenheiros da Ezute continuarão atuando, tanto nos testes no cais quanto nos testes de mar.

A Fundação também possui reponsabilidades junto à Naval Group na montagem e estruturação de um laboratório de integração e testes (de molde semelhante ao que havia na fase de trabalho na França) chamado de SIF (Shore Integration Facility) no Brasil, bem como nas atividades de integração e testes e verificações dos equipamentos e subsistemas que compõe o Sistema de Combate neste laboratório, as quais devem ter início no final deste ano. Além disso, após a desmontagem do SIF, a Fundação Ezute também deve preparar uma Plataforma de Validação (BVP-Baseline Validation Platform), que será usada principalmente para propósitos de manutenção e de verificação de novas versões antes de serem inseridas à bordo.

 Os engenheiros da Ezute também apoiam a ICN na instalação, integração, testes, verificação e validação dos equipamentos que compõe o Sistema de Combate à bordo dos submarinos no estaleiro. Esse trabalho terá continuidade no cais e no mar.

A idéia é justamente contribuir nessa etapa final do submarino Riachuelo, onde a verificação e validação funcional do Sistema de Combate irá permitir a demonstração das capacidades inicialmente idealizadas pelo cliente final do projeto, a Marinha do Brasil. A Fundação Ezute irá também atuar no comissionamento dos demais submarinos esperados do programa junto à ICN.