23
set

CASNAV e Fundação Ezute realizam seminário sobre Avaliação Operacional do Riachuelo

CASNAV e Fundação Ezute realizam seminário sobre Avaliação Operacional do Riachuelo

 

O Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) e a Fundação Ezute realizaram, no final do mês de agosto e na primeira semana de setembro, um seminário de quatro dias que teve como objetivo fazer as apresentações da Descrição Funcional dos Subsistemas e da Descrição Operacional do Sistema de Combate do “Riachuelo”, primeiro dos quatro submarinos de propulsão diesel-elétrica em construção no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), desenvolvido pela Marinha do Brasil (MB).

Realizado no auditório do CASNAV e seguindo todas as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção da Covid-19, contou com a presença de representantes da MB de diversas partes interessadas como: IPqM (Instituto de Pesquisas da Marinha), CGAEM (Centro de Guerra e Acústica e Eletrônica da Marinha), COGESN (Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear), ComForS (Comando da Força de Submarinos), DSAM (Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha) e, claro, o próprio CASNAV.

Submarino Riachuelo/Foto: Marinha do Brasil

O principal objetivo do seminário foi consolidar os conhecimentos disponíveis e necessários para a Avaliação Operacional sobre os subsistemas do Sistema de Combate, descritos nos diversos manuais do submarino, bem como promover a troca de informações e de experiências junto à MB.

Na Descrição Funcional de cada um dos 11 subsistemas do submarino, as funcionalidades e os respectivos requisitos de performance foram mapeados.

A Descrição Operacional do Sistema de Combate foi balizada nos modelos híbridos para a vigilância marítima, que combinam as vantagens dos modelos JDL (Joint Directors Laboratories) e do ciclo OODA (Observe, Oriente, Decida, Atue).

A visão sistêmica do modelo empregado para representar os Macroprocessos do submarino “Riachuelo”, com foco no Sistema de Combate, apresenta cada elemento do modelo preenchido e descrito por processos operacionais que facilitam o entendimento das diversas atividades necessárias para a operação do sistema de combate.

Os conteúdos que integraram os quatro dias de seminários foram apresentados por Cleber A. de Oliveira, Diego N. Botelho, Gabriel T. Vilela, José F. M. Bianco, Lucas O. Guimarães, Robson S. Cáceres e Vitor H. M. Albuquerque, engenheiros da Fundação Ezute.

10
set

Fundação Ezute participa de painel sobre o futuro do saneamento básico no Brasil no CSCDX

Fundação Ezute participa de painel sobre o futuro do saneamento básico no Brasil no CSCDX

A Fundação Ezute foi uma das convidadas a participar do evento Connected Smart Cities Digital Xperience (CSCDX), que este ano ocorre de forma totalmente online e traz para debate como a tecnologia e a inovação podem contribuir positivamente para o desenvolvimento das cidades no Brasil e, consequentemente, promover melhorias na vida dos cidadãos.

Na tarde desta quarta-feira (9), o Diretor de Mercado Civil e Parcerias da Fundação Ezute, Thomas Strasser, esteve ao lado de Giovanino Di Niro, Head Digital Industries Process Automation da Siemens Brasil, Carlos Almiro, Head de Sustentabilidade da BRK Ambiental e de Rubens Filho, Coordenador de Comunicação do Instituto Trata Brasil, no painel “Soluções para projetos de saneamento básico – pleno potencial de mercado” – clique aqui para conferir na íntegra.

Durante o evento, cada participante apresentou soluções que podem contribuir para um futuro mais íntegro e sustentável para os cidadãos quando o assunto é saneamento básico, questão que ainda é um ponto de alerta em todo o território nacional, como apontam dados do Instituto Trata Brasil, com base em estudos do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), que, mesmo estando entre as 10 maiores economias do mundo, o Brasil possui quase 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada, volume equivalente à toda população do Canadá.

O executivo da Siemens Brasil, Giovanino Di Niro, levantou alguns desafios do mercado de água e saneamento como o alto índice da perda de água no país, ou seja, cerca de 38% do volume de água tratada é perdida, sendo que em alguns estados esse índice chega a ser de 60%. Ele também apontou questões como os altos custos da energia elétrica, a maturidade de tecnologia em plantas existentes e a padronização de especificações em leilões públicos. “Este é um tema do poder público, da sociedade, das empresas e dos cidadãos, não apenas do governo”, pontuou.

Além desses tópicos, os números trazidos pelo Instituto Trata Brasil são preocupantes. A entidade informa que, em 2018, 47% da população brasileira não possuía coleta de esgoto e somente 46% dos esgotos gerados eram tratados. Problemas com saneamento básico geraram, segundo o Painel Saneamento Brasil/2018, 233 mil internações no país por doenças de veiculação hídrica.

“Saneamento é melhorar a educação, evitar doenças, gerar empregos. A cada R$ 1 bilhão investidos, 58 mil empregos são gerados”, comenta Carlos Almiro, Head de Sustentabilidade da BRK Ambiental, que investe em iniciativas que visam maior agilidade, eficiência e menor custo operacional nos processos.

Os painelistas falaram ainda sobre a urgência do aumento da eficiência dos sistemas no setor, da importância do desenho de novos projetos, sobre os principais pontos do novo marco legal do saneamento básico, energias sustentáveis em estações de tratamento de água e esgoto (ETA e ETE), benefícios econômicos e sociais relacionados à expansão desse setor no Brasil, o papel das agências de regulação, entre outros.

“O Brasil é signatário dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sendo que o ODS 6 é Água Potável e Saneamento. Ou seja, estamos há 10 anos de cumprir as metas, em que o Brasil terá de reportar o que foi feito para a evolução desse tema e de que forma isso impactou positivamente a vida das pessoas”, comenta Rubens Filho, Coordenador de Comunicação do Instituto Trata Brasil.

Em sua apresentação, Thomas Strasser mostrou as capacidades da Fundação Ezute no desenvolvimento de projetos para Parcerias Público Privadas neste segmento. Como apontado por todos os participantes e reforçado por Strasser, dificilmente os desafios que envolvem a área de saneamento básico serão superados sem essa coparticipação entre governos e organizações privadas. E para que essas ações de cooperação funcionem de forma efetiva, é importante o papel de uma entidade que atue como elo isento entre o público e o privado na estruturação e planejamento dos projetos, da modelagem à captação dos recursos até a avaliação do desempenho como verificador independente. “Os projetos precisam partir de um processo de planejamento completo e complexo e o maior desafio está na estruturação e garantir que eles sejam executados. Para além disso, o tema saneamento nunca teve um apelo político tão grande como agora, está na pauta e todo mundo está de olho nisso. Para que esse debate ganhe mais projeção, é preciso haver uma interação forte da população com as agências de regulação, seja por meio de chat ou alguma outra forma, e a tecnologia pode auxiliar muito nessa aproximação”.

Strasser também foi o mediador do debate promovido no painel.

26
ago

Fundação Ezute terá estande virtual e participará de painel no CSCDX

Fundação Ezute terá estande virtual e participará de painel no CSCDX

 

Como a tecnologia e a inovação podem contribuir positivamente para o desenvolvimento das cidades no Brasil e, consequentemente, promover melhorias na vida dos cidadãos? É o que o Connected Smart Cities Digital Xperience (CSCDX), que este ano será 100% online, vai discutir com especialistas, entidades, empresas e governos entre os dias 8 e 10 de setembro.

Estaremos no evento, com nosso estande virtual, para mostrar nossas soluções que apoiam entidades públicas nas áreas de geoprocessamento e de segurança na estruturação e gerenciamento de projetos, gestão de crises e integração de informações interagências.

Preparamos um esquenta com nosso diretor de Mercado Civil e Parcerias, Thomas Strasser e com João Massaroli e Silverlei Gava, ambos gerentes de Negócios no Mercado Civil, que pode ser visto no vídeo abaixo.

Além do estande virtual, também participaremos de um importante painel na quarta-feira (9/9), às 16h. Nosso diretor, Thomas Strasser, estará no debate “Cidades Prósperas – Soluções para Projetos de Saneamento Básico”, que trará luz sobre o pleno potencial desse mercado, alternativas de financiamento e tecnologias que estão revolucionando o saneamento básico no Brasil. além de Strasser, participarão da conversa Giovanino Di Niro, Head Digital Industries Process Automation da Siemens Brasil, Henrique da Costa, VP de Transição da Accell e Édison Carlos, Presidente Executivo do Instituto Trata Brasil.

Clique aqui para saber mais sobre o evento.

26
ago

A importância da interoperabilidade e integração da Defesa e da Segurança para as ações estratégicas conjuntas

A importância da interoperabilidade e integração da Defesa e da Segurança para as ações estratégicas conjuntas

Artigo de Delfim Ossamu Miyamaru, Diretor-Presidente da Fundação Ezute, publicado na edição de agosto da revista Tecnologia & Defesa.

Crédito da Foto: Secretaria de Segurança Pública do Paraná

A cada quatro anos, documentos da Política Nacional de Defesa (PND), da Estratégia Nacional de Defesa (END) e do Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) têm sido atualizados. Assim, em 22/07/2020, o Ministério da Defesa (MD) encaminhou uma nova versão dos arquivos ao Senado Federal. Por serem documentos de Estado e consolidados ao longo dos anos, a diferença entre as versões anteriores traz atualizações focadas em desafios contemporâneos que continuam envolvendo questões que vão desde a garantia da soberania, do patrimônio nacional e da integridade territorial até a ampliação do envolvimento da sociedade brasileira nos assuntos de Defesa Nacional, reforçando ainda, dentre outros, pontos como dissuasão, coordenação e controle, gestão da informação e desenvolvimento tecnológico de defesa.

Parte desses desafios envolvem Ações Estratégicas de Defesa (AED) para articular as três Forças Singulares, com ênfase na interoperabilidade; incrementar as capacidades das Forças Armadas para emprego conjunto; dar prosseguimento aos seus projetos estratégicos; incrementar suas capacidades para atuarem em operações interagências; e fazer com que contribuam na prevenção e no enfrentamento às redes criminosas transnacionais.

Como pode ser visto, a integração de sistemas e de informações é um tema recorrente na área de Defesa e Segurança, e debatido também em diferentes áreas como mobilidade urbana, saúde e educação.

É preciso investir no aperfeiçoamento dos sistemas de inteligência em Defesa e Segurança para unir todos os elos, baseado em uma visão de Sistema de Sistemas que permita a integração dos Sistemas de Vigilância e de Inteligência conduzidos por instituições do Governo ou por partes interessadas, em várias esferas, com diferentes graus de maturação e atendendo às especificidades de cada órgão ou agência para o cumprimento de suas respectivas missões.

Essa integração de sistemas visa permitir a análise dos dados e de informações e a formulação de diagnóstico conjuntural de diversos cenários em prospectiva político-estratégica, operacional e tática, nos campos nacional e internacional. Além disso, objetiva promover os processos relativos a cada cenário operacional, alinhando as atribuições e o fluxo de informações das partes interessadas, aprimorando e agilizando a tomada de decisão e o planejamento de curto, médio e longo prazos.

Com a aplicação de soluções de sistemas de tecnologia de informação, a integração dos dados propicia aumento da consciência situacional e maior eficácia no planejamento de operações e missões conjuntas de Segurança e de Defesa. Os sistemas, operando de forma integrada, fornecerá informações qualificadas de interesse, não apenas no preparo e execução das operações conjuntas, mas também o compartilhamento de informações interinstitucionais para que cada um dos órgãos e agências cumpram suas missões e atribuições específicas.

As ações de Segurança e de Defesa são fundamentais para a proteção diante das ameaças e também para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A proteção das fronteiras: do ar, do mar, da terra e do espaço cibernético é necessária, pois estes desconstroem a segurança e ameaçam o cidadão. Portanto, especial atenção deve ser dada aos vetores que introduzem tais ameaças, caracterizam vulnerabilidades e dispersam a estabilidade do Governo.

Como canalizar e incrementar esforços para se estabelecer a paz interna e o desenvolvimento do País e a satisfação da sociedade? Há um mundo complexo que precisa ser visto com informações integradas e conhecimentos de alto valor agregado que impulsionem o esforço do Governo, a fim de que as instituições operem no topo de sua potencialidade e não no chão de sua capacidade, seja atuando de forma singular, seja em conjunto.

Cada instituição possui sua própria cultura, filosofia, objetivos, práticas e habilidades e essa diversidade é a força do processo interinstitucional, proporcionando um somatório de conhecimentos na busca de um objetivo comum. Para que isto seja atingido, há a necessidade de uma integração dos muitos pontos de vista, de capacidades e de opções. O desafio, em todos os níveis, é identificar os recursos adequados à solução de um problema e trazê-los para o processo de atuação integrada das instituições.

Por fim, é certo que por meio do conhecimento da complexidade dos sistemas operacionais, em uso para Defesa e Segurança, além do domínio dos processos de Engenharia de Sistemas, torna-se factível projetar e implementar sistemas que propiciem a interoperabilidade e a integração interinstitucional a partir de aplicação da tecnologia para construção de soluções de Sistemas de Sistemas.

23
jul

Fundação Ezute será Verificador Independente em PPP da concessionária Farol do Vale em Timbó (SC)

Fundação Ezute será Verificador Independente em PPP da concessionária Farol do Vale em Timbó (SC)

Projeto que envolve a modernização e a manutenção da iluminação pública de toda a cidade terá a Ezute como parceira isenta para avaliação do desempenho da empresa contratada para a execução do serviço por meio de indicadores preestabelecidos

Foto: pxhere

Um contrato de concessão e de Parceria Público Privada (PPP) prevê a participação de um verificador independente, ou seja, uma organização que possa atuar como parceira isenta e avaliar o desempenho do projeto por meio de indicadores preestabelecidos.

Este papel é de fundamental importância para uma maior transparência no projeto, atestando atribuições como a qualidade dos serviços prestados e se os mesmos estão em concordância com o que foi contratado.

No caso da PPP do município de Timbó (SC), a modernização no sistema de iluminação pública resultará em uma economia de consumo na ordem de 56% e redução dos custos de operação do sistema superior a 14%, em uma ação que substituirá as mais de 7 mil luminárias existentes hoje na região pelas de sistema LED.

“O trabalho da Ezute como Verificador Independente engloba acompanhar e verificar se a concessionária está executando os serviços de acordo com o estabelecido no contrato realizado com o município e, por sua vez, se o município está cumprindo com suas obrigações como, por exemplo, pagamentos no prazo”, explica Thomas Strasser, diretor de Mercado Civil e Parcerias da Fundação Ezute.

Além da questão dos pagamentos, outras frentes poderão ser aferidas pela Fundação, como questões relacionadas aos aspectos técnicos de engenharia, operacionais, jurídicos e institucionais referentes aos serviços prestados pela concessionária Farol do Vale.

“A presença de um verificador independente em um projeto de PPP marca questões como transparência, tão importantes hoje em dia em qualquer projeto que envolva investimentos do governo. Além disso, o verificador atua também como uma espécie de administrador, que auxilia a empresa prestadora dos serviços a seguir o que foi definido em contrato, sem que haja surpresas ao final do trabalho”, comenta Hoylson Trevisol, diretor da Farol do Vale.

23
jul

SANEPAR assina contrato com Fundação Ezute para estudo e atualização de solução ERP

SANEPAR assina contrato com Fundação Ezute para estudo e atualização de solução ERP

Projeto visa promover à Companhia de Saneamento do Paraná controles mais eficientes relacionados à conformidade e auditoria dos processos operacionais e seus resultados

Nos últimos anos, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tem investido em inovação para proporcionar maior eficiência e eficácia em seus processos. Dessa forma, tem utilizado tecnologias para integração de informações e redução da quantidade de sistemas e aplicativos internos com o intuito de promover convergência tecnológica, confiabilidade sobre resultados, estabelecimento de processos de governança perene e eficaz, além de ganho de produtividade.

Um desses sistemas refere-se à utilização de Solução Enterprise Resource Planning (ERP) para aprimoramento e padronização de processos para as áreas de negócios, recursos humanos, financeiro, planejamento estratégico, informações analíticas, entre outras e que, no presente momento, apresenta necessidade de modernização de conjuntos de sistemas para atualização tecnológica.

“A implementação de uma Solução ERP na Sanepar é uma decisão estratégica estruturante para a organização que vai muito além da visão de migração dos sistemas existentes. Novas demandas para essa solução foram identificadas, referentes a estruturação estratégica da organização e ao processo de modernização institucional. Além disso, identificamos significativa evolução das soluções ERP de mercado, que estão em constante desenvolvimento e emergentes processos de transformação digital, disponibilizando e provendo soluções mais completas e maduras à gestão de recursos corporativos”, explica Gislaine Chimborski Lopes, Sponsor do Projeto na Sanepar.

Para que essa atualização seja feita, a Fundação Ezute realizará estudo para a evolução das especificações do projeto de implantação da solução ERP com o objetivo de promover a reformulação e o aprimoramento das especificações técnicas da solução, serviços, transferência de tecnologia, estratégia de implantação e operação de Solução de Sistema Integrado de Gestão Empresarial.

“A Fundação Ezute entende que o aprimoramento das especificações da solução e projeto ERP para a Sanepar deve observar e considerar modelo de abordagem sustentado por pilares como estrutura, processos e políticas organizacionais, infraestrutura de tecnologias, dados e informações e, claro, pessoas. Para além da atualização do sistema, o propósito é também promover transferência de tecnologia e de conhecimento, que auxiliará no fortalecimento do ambiente de governança e da comunicação adaptativa e multidirecional, ambos orientados por políticas que vão sustentar e perenizar a solução integrada e os processos de gestão organizacionais”, explica Silverlei Gava, gerente de projetos da Fundação Ezute.

2
jul

CASNAV assina contrato de serviços técnicos com Fundação Ezute em projeto do Submarino Riachuelo

CASNAV assina contrato de serviços técnicos com Fundação Ezute em projeto do Submarino Riachuelo

Submarino Riachuelo. Foto: Marinha do Brasil

O Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) assinou, em 25 de junho, contrato com a Fundação para a realização de serviços técnicos especializados em apoio à Fase de Planejamento da Avaliação Operacional do Submarino Classe “Riachuelo” (PAOS), envolvendo o Sistema de Combate (SC).

A contratação da Fundação foi realizada em razão do know how adquirido na Transferência de Tecnologia e de Conhecimento (ToT e ToK – Transfer of Tecnology e Transfer of Knowledge) dos pacotes de engenharia do Sistema de Combate do Submarino Classe “Riachuelo”, proporcionado pela Naval Group desde 2011.

A Avaliação Operacional (AO) é uma das etapas do processo de obtenção de meios, que ocorre após a aceitação contratual do primeiro exemplar da classe. Contempla cinco etapas:

· Fase 1 – Definição do Problema;

· Fase 2 – Planejamento;

· Fase 3 – Execução;

· Fase 4 – Apresentação dos Resultados; e

· Fase 5 – Projeto de Exercícios Operativos.

No presente momento, o projeto encontra-se na Fase 2 (atual contratada), que é composta por uma série de passos e atividades de natureza eminentemente técnica para traduzir as capacidades operacionais requeridas em Medidas de Eficácia Operacionais (MEO). Nesta Fase é definido o plano de avaliação multidisciplinar que envolve a análise das tarefas, ameaças e cenários; estudos de descrição dos sistemas embarcados no Submarino da Classe “Riachuelo”; estruturação do plano de avaliação; bem como a descrição dos procedimentos dos experimentos (Testes Exploratórios) e os planos de análise a serem contemplados na Fase 3.

Estes testes deverão ser conduzidos em condições de operação do sistema da forma mais real possível, visando à coleta de dados de interesse para a avaliação do desempenho do submarino. Também serão identificados aspectos da Avaliação Operacional do S-BR que poderão fornecer subsídios para o projeto do Submarino com Propulsão Nuclear (SN-BR), especialmente no que diz respeito à verificação dos recursos de gravação e de extração de dados existentes do S-BR e sua pertinência para o refinamento do projeto do SN-BR.

Já a Fase 3 compreende a condução dos experimentos, idealizados na Fase de Planejamento, com o sistema operando em condições o mais próximo possível da realidade, além da realização das simulações previstas.

O propósito da Fase 4 é analisar os dados obtidos durante a realização dos experimentos na Fase 3 e fazer chegar às mãos das organizações dos Setores Operativo e de Material todos os resultados alcançados no processo da Avaliação Operacional.

A Fase 5 do S-BR consiste na elaboração de uma Coletânea de Projetos de Exercícios Operativos que serão utilizados para acompanhar, continuamente, o desempenho operacional do submarino ao longo da etapa de operação do ciclo de vida.

“A Fundação Ezute se sente honrada em contribuir para a construção da Fase de Planejamento da Avaliação Operacional, possibilitando a aplicação e a multiplicação dos conhecimentos adquiridos no sistema de combate do Submarino Classe “Riachuelo” na MB e na própria Fundação”, comenta Delfim Miyamaru, diretor presidente da Fundação Ezute.

29
jun

Fundação Ezute abre edital para captar recursos privados para desenvolver projetos de PPP de serviços de Conectividade e TIC em municípios

Fundação Ezute abre edital para captar recursos privados para desenvolver projetos de PPP de serviços de Conectividade e TIC em municípios

Organização celebrou, recentemente, acordo de cooperação com o governo do Mato Grosso do Sul para a execução de serviços técnicos para modelagem de PPP para implantação, operação e manutenção de rede de telecomunicações nos 79 municípios do estado

Campo Grande (MS). Foto: Flávio André/Flickr

A Fundação Ezute abriu edital para a captação de recursos junto à iniciativa privada para estruturação e desenvolvimento ou revisão de estudos de modelagem para projetos de PPP ou concessão de serviços de Conectividade Banda Larga e Tecnologia da Informação em municípios, estados ou consórcios públicos.

O valor captado será aplicado, primeiramente, para desenvolvimento de modelagem para o Estado do Mato Grosso do Sul (MS), com o qual a Fundação fechou acordo de cooperação recentemente. O projeto de modelagem de PPP desenvolvido pela Ezute envolve a execução de serviços técnicos especializados para implantação, operação e manutenção de rede de telecomunicações, denominado “Infovia Digital”, nos 79 municípios do MS.

O processo padrão de PPP ou concessão prevê o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) no qual entidades privadas elaboram estudos e modelagens para projetos públicos, por sua conta e risco. Entretanto, a taxa de sucesso desses projetos é de apenas 8%.

No modelo criado pela Ezute como alternativa ao PMI, a Fundação recebe doações com encargos das empresas privadas e desenvolve estudos e modelagens sem custos para os municípios e com muito mais isenção. Os potenciais doadores são organizações ou empresas com interesse em fomentar os setores abrangidos pelos chamamentos públicos.

As empresas interessadas em participar do edital para o desenvolvimento do projeto de modelagem da PPP para serviços de tecnologia e conectividade em banda larga podem acessar o site da Ezute.

Infovia Digital

O projeto Infovia Digital do governo do Mato Grosso do Sul contemplará serviços de transmissão de voz, dados e imagens por meio de rede de fibra de alta capacidade em todo o Estado. Entre os itens previstos estão serviços de telefonia para atender todas as unidades públicas estaduais, na Saúde, a telemedicina, central de laudos, informações de vigilância sanitária, ensino a distância na Educação, videomonitoramento e acesso online aos sistemas dos tribunais na pasta de segurança pública, controle e fiscalização online nas fronteiras, arrecadação no Fisco estadual e pontos de acesso à internet para população com o objetivo de inclusão social.

Segundo o acordo celebrado, à Ezute caberá, entre outros trabalhos: revisar, atualizar e consolidar a versão final dos estudos técnicos, econômico-financeiro, operacional e jurídico do projeto; emitir relatórios técnicos mensais de cumprimento do objeto do acordo de cooperação e relatórios técnicos finais; apoiar o governo do MS na realização de audiência e consulta pública para o projeto e responder questionamentos e recursos sobre o edital do projeto. 

8
jun

A Praticidade dos Use Case Maps

A Praticidade dos Use Case Maps

por Ademir Barba, Desenvolvedor de Sistemas da Fundação Ezute

 

Escrevi este texto para auxiliar as pessoas que necessitam de uma ferramenta simples e prática para etapas iniciais de um projeto de sistema: o diagrama de Mapas de Casos de Uso (UCM – Use Case Maps).

Usei esse diagrama em meu trabalho de mestrado para representar o modelo de domínio da solução arquitetural de um sistema baseado em agentes para a adaptabilidade de serviços em IoT (Internet das Coisas).

Segundo Buhr e Casselman (1995), o nome desse diagrama vem do fato de que ele é uma representação visual e uma extensão em alto-nível do diagrama de casos de uso. Apesar disso, a existência dos UCM não depende da existência dos diagramas de casos de uso.

O principal objetivo dos UCM é ajudar as pessoas a se expressarem e raciocinarem sobre o projeto de alto-nível dos padrões de comportamento de grande granularidade de um sistema. Isso significa que esses diagramas não se destinam a fornecer especificações completas do comportamento de um sistema e sim providenciar pistas sobre esse comportamento.

A Figura 1 mostra um exemplo bem simples de UCM. No exemplo, os retângulos representam elementos que compõem o sistema, que podem ser componentes, agentes ou até mesmo objetos. O símbolo X representa uma responsabilidade de um dos elementos do sistema. O círculo pintado representa o ponto de partida de um caminho. Esse ponto de partida é uma pré-condição para início da interação entre os elementos do sistema em um dado cenário. O caminho é a linha que liga as responsabilidades dos elementos do sistema e representa o fluxo de interação entre esses elementos. A linha | é o fim desse fluxo e representa as pós-condições resultantes da interação dos elementos de um sistema em um dado cenário.

Figura 1 – Exemplo de UCM

A Figura 2 exibe o mapeamento desse diagrama para a representação de peças de software de um MAS (Multi-Agent System). Esse mapeamento foi baseado no trabalho de Elammari e Issa (2013).

Figura 2 – Aplicação de um diagrama UCM em um MAS

Fonte: Baseado no trabalho de Elammari e Issa (2013)

A Figura 3 é um exemplo dos diagramas criados na pesquisa mencionada. Ele descreve a interação de um agente de serviço (que atende aos requisitos levantados no trabalho) com os demais agentes do sistema.

Figura 3 – Tarefas relacionadas com a interação de um serviço com seu ambiente

Como é possível notar, esse diagrama é flexível o suficiente para representar diversos níveis e ou elementos de um sistema. Portanto, espero que este texto seja útil para quem esteja procurando um modo simples, fácil e rápido de gerar uma visão conceitual inicial de um sistema complexo, composto de diversas peças de software, sejam elas programas completos, bibliotecas, módulos, objetos, agentes, serviços web, etc.

Referências:

BUHR, R., J., A.; CASSELMAN, R., S. Use Case Maps for Object-Oriented Systems. 1 ed. EUA: Prentice Hall College Div., 1995. cap. 3. pp. 34-55.

ELAMMARI, M.; ISSA, Z. Using Model Driven Architecture to Develop Multi-Agent Systems. Faculdade de Informação e Tecnologia, Universidade de Benghazi, Líbya – The International Arab Journal of Information Technology, V. 10, N. 4, p. 349-355, julho 2013. Disponível em: <http://ccis2k.org/iajit/PDF/vol.10,no.4/4341.pdf>. Acesso em: 12 out. 2015.

5
jun

Dia do Meio Ambiente: de que forma estamos tratando o mundo onde vivemos?  

De que forma estamos tratando o mundo onde vivemos?

Fundação Ezute promove o desenvolvimento sustentável por meio da valorização de ações de desburocratização; de governança e respeito ao meio ambiente

A Fundação Ezute, desde a sua criação, atua de forma ativa na concepção, modelagem e desenvolvimento de projetos voltados ao meio ambiente e contribui com soluções tecnológicas que apoiam o ente público na gestão e na tomada de decisão, reduzindo a ‘distância’ entre a sociedade e os mecanismos de gestão ambiental.

A Ezute entende que os órgãos públicos têm uma carência para encontrar esse equilíbrio necessário entre a natureza e o desenvolvimento socioeconômico, ou seja, essa sustentabilidade que a sociedade precisa e exige.

“Esse equilíbrio passa por controles, por outorgas e licenças e, muitas vezes, quando esses processos são manuais e burocráticos, as ações demoram para acontecer. Os órgãos estão buscando evolução e a Fundação contribui, por exemplo, na automatização dos processos, dando celeridade e transparência aos mesmos”, explica Nathan Facundes Santos, Gerente de Projetos

Segundo Nathan, atualmente, existem instrumentos de gestão fortes e abrangentes, que fundamentam esse trabalho, mas que nem sempre são de conhecimento da população. O trabalho desenvolvido pela Ezute ‘traduz’ a complexidade e favorece a aplicação dos instrumentos de gestão pelas empresas e órgãos públicos, tal como estabelece a Política Nacional de Meio Ambiente; a Política Nacional de Recursos Hídricos e a Legislação de Crimes Ambientais, que é uma das mais completas do mundo.

O sistemas de gestão ambiental das empresas existe basicamente, por duas razões, de acordo com o especialista da Ezute: pela necessidade de controlar e dar visibilidade às ações internas e externas relacionadas ao meio ambiente; e pela valorização gradual dada pela sociedade às empresas que têm o pilar da  sustentabilidade ambiental nos seus processos de governança corporativa, ou seja, a necessidade de se mostrar sempre aderente aos processos ambientais, cumprindo todas as diretrizes. Isso significa que a empresas respeitam o meio ambiente por meio do equilíbrio entre aquilo que ela faz e o que a sociedade requer.

Mas nem sempre os órgãos públicos conseguem identificar e garantir a ocupação irregular de uma área de manancial; a perfuração sem outorga de um poço; o desmatamento na Amazônia Legal; o lançamento de um material detergente em córregos. E é aí que entra o trabalho da Fundação Ezute.

“O órgão público precisa de apoio para entender as demandas, cumprir as suas políticas e fazer o que for melhor para a sociedade e é isso que Ezute oferece. Nós somos o elo entre as partes. Mostramos, muitas vezes, o quão burocráticos são os processos e provocamos, inclusive, mudanças em legislações, ajudando os órgãos a identificarem que isso é necessário. E o resultado é o benefício para o usuário final e para a sociedade”, diz Nathan.

 A Fundação Ezute promove o desenvolvimento sustentável por meio da valorização de ações de desburocratização; de governança e respeito ao meio ambiente, aproximando a sociedade civil do ente público e dos instrumentos de gestão preconizados pela legislação ambiental.