30
out

Timbó lança edital para modernizar iluminação pública

Timbó lança edital para modernizar iluminação pública

A Prefeitura de Timbó publicou notícia sobre o Edital lançado para projeto de iluminação pública.

No dia 28 de outubro foi assinado pelo prefeito Jorge Kruger o edital de licitação para uma Parceria Público-Privada – a PPP da Iluminação Pública. O momento é considerado pelo prefeito um dos mais importantes nos últimos anos. “Vamos entrar em outra era da iluminação pública, com mais qualidade, proporcionando mais segurança e economia”, salientou o prefeito Jorge Kruger.

Durante seis meses técnicos da Fundação Ezute e do município estiveram percorrendo todas as ruas da cidade para o levantamento de dados e estudos técnicos, tecnológicos e de impacto. “Todo o estudo foi baseado nas regulamentações para a concessão do serviço, dentro do que, inclusive, exige o Tribunal de Contas do Estado”, lembrou o representante da Fundação Ezute, gerente de projetos e especialista em de iluminação pública, Fábio Luiz Conte.

Confira a notícia na íntegra AQUI.

Assinatura do edital feita pelo gerente da Fundação Ezute e responsável pelo projeto, Fabio Conte

3
out

Revista Prefeitos e Gestões traz reportagem com Fundação Ezute sobre “ACORDOS DE COOPERAÇÃO EM SANEAMENTO PARA BLOCOS DE MUNICÍPIOS”

Revista Prefeitos e Gestões traz reportagem com Fundação Ezute sobre “ACORDOS DE COOPERAÇÃO EM SANEAMENTO PARA BLOCOS DE MUNICÍPIOS”

A Revista Prefeitos e Gestões desse mês traz reportagem com Fundação Ezute sobre “ACORDOS DE COOPERAÇÃO EM SANEAMENTO PARA BLOCOS DE MUNICÍPIOS”. A notícia fala sobre os acordos de estruturação de projetos que foram realizados pela fundação nos estados do Piauí e Santa Catarina.

Ambos os projetos são custeados pelos recursos captados pela Fundação Ezute junto à  iniciativa privada. Este modelo inovador garante total isenção ao processo e promove o apoio ao poder público, não só na estruturação do projeto, como também em todas as etapas do ciclo de vida dos empreendimentos.

Leia na íntegra – PREFEITOS_GESTOES_THOMAS_JUL_AGO_2019

11
abr

Brasil começará a fabricar seu 1º míssil antinavio de superfície este ano

Brasil começará a fabricar seu 1º míssil antinavio de superfície este ano

Matéria do UOL traz fala do presidente da Fundação Ezute, Delfim Ossamu Miyamaru. Clique na imagem para ler.

17
dez

Cerimônia de Lançamento do Submarino Riachuelo

Cerimônia de Lançamento do Submarino Riachuelo

O Portal Defesanet publicou uma matéria sobre a “Cerimônia de Lançamento do Submarino Riachuelo”, o primeiro submarino Scorpène adquirido no âmbito do acordo de transferência de tecnologia firmado com a França, em 2008.

No texto, cita o papel da Fundação Ezute no Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o PROSUB:

A Fundação EZUTE, em uma primeira fase, enviou nove engenheiros para a França a partir de 2011 para participar dos trabalhos de especificação e projeto sistêmico do Sistema de Combate dos submarinos da classe Riachuelo. Em outra fase, parte desta equipe foi diretamente envolvida na produção de módulos do software Sistema de Gerenciamento de Combate, em que estes módulos tornarão possível a comunicação tática desta classe de submarinos com outros meios operativos da Esquadra brasileira.

 

Leia a íntegra da matéria aqui:
http://www.defesanet.com.br/prosub_s40/noticia/31514/Lancamento-do-Submarino-Riachuelo–a-consolidacao-do-esforco–da-sinergia-e-da-competencia-da-Marinha-do-Brasil-/

Acesse o hotsite da Marinha do Brasil sobre a Cerimônia de Lançamento do Submarino Riachuelo:
http://www.mar.mil.br/hotsites/riachuelo/index.html#

14
dez

MANSUP – Lançamento do primeiro protótipo

MANSUP – Lançamento do primeiro protótipo

O portal Defesanet noticiou, no dia 29/11, o lançamento do primeiro protótipo do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP) pela Marinha do Brasil.
Texto do Defesanet:

“A Marinha do Brasil em dois suscintos tuites informou, na noite de quinta-feira (29NOV2018) que realizou o lançamento do primeiro protótipo do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP).

O lançamento estava previsto para ocorrer no dia 17OUT2018, mas foi adiado para esta terça-feira.

A Marinha do Brasil  lançou, na última terça-feira (27NOV2018), o primeiro protótipo do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP), a 300 km do litoral do RJ. O míssil, lançado pela Corveta “Barroso”, tem 5,6 m de comprimento, pesa cerca de uma tonelada e alcança 1000 km/h em menos de 7 segundos.

Os dados obtidos com o lançamento do MANSUP permitirão prosseguir na evolução desse projeto, desenvolvido com tecnologia exclusivamente nacional, que colocará o Brasil no seleto grupo de fabricantes de mísseis desse porte.

Dados de performance e características técnicas fornecidos pela SIATT:
• Míssil superfície-superfície, antinavio, para lançamentos a partir de navios
• Alcance máximo: aprox. 70 km
• Velocidade transônica
• Guiagem: inercial e radar ativo na fase terminal
• Voo em altitude “sea skimming” (rente ao mar)
• Motor-foguete com propelente sólido
• Operação em quaisquer condições climáticas

Parceiros do Programa

Fundação Ezute

Executa o projeto de gestão integrada que articula e supervisiona o processo de desenvolvimento de um Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP).

O escopo geral do empreendimento compreende o desenvolvimento e fabricação no Brasil de protótipos do MANSUP, de desempenho similar ao do EXOCET MM40B1 e que venha a ser seu sucedâneo. Trata-se de um míssil de uso naval, do tipo Superfície-Superfície.

Desde 2010, a Fundação Ezute integra o trabalho de diferentes fornecedores e das três empresas contratadas para desenvolver a tecnologia deste míssil inteligente, projetado para realizar voos do tipo “sea skimming”. Este escopo deverá ser atingido a partir do trabalho conjunto a ser desenvolvido pela Fundação Ezute e pelas Contratadas. Três protótipos do míssil serão testados até o início do processo industrial da versão brasileira.

SIATT – Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico

É responsável por fornecer o Sistema de Guiagem, Navegação e Controle e o Sistema de Telemetria do MANSUP.

AVIBRAS Aeroespacial

Cabe à AVIBRAS Aeroespacial o desenvolvimento do propelente e a cabeça explosiva. Assim como a integração do MANSUP.

OMNISYS (THALES)

Realiza o projeto do radar de detecção do alvoSEEKER (Sistema Autodiretor para Míssil Superfície-superfície), equipamento responsável pelo direcionamento do míssil antinavio na fase final de aproximação de um alvo.”

Fonte: Defesanet
Clique aqui para ver a matéria original

5
dez

Gestão do Conhecimento é fundamental

Gestão do Conhecimento é Fundamental

VELOCIDADE DAS MUDANÇAS OBRIGA AS ORGANIZAÇÕES A BUSCAR ATUALIZAÇÃO CONSTANTE E POSSUIR CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO, DIZ EXECUTIVO

Aos 55 anos, o executivo Eduardo Marson Ferreira acumula uma grande experiência em gestão nos setores de alta tecnologia, aviação e defesa. Por quase 14 anos esteve à frente das principais empresas do Grupo Airbus no Brasil, entre elas a Helibras, única fabricante de helicópteros da América Latina. Nesse período, conviveu com a euforia do
“Brasil Grande” e com a crise orçamentária do governo Dilma Rousseff, com a construção e a desconstrução de grandes projetos nacionais. Até outubro passado esteve na presidência da Fundação Ezute, criada há mais de 20 anos como Fundação Atech para ser a entidade integradora da Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), um dos mais ambiciosos programas de controle do espaço aéreo e defesa aérea do mundo à época. Com a experiência adquirida no SIVAM, a Ezute acumulou conhecimento que permitiu sua participação na concepção e desenvolvimento de outros importantes projetos civis e militares, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), o Bilhete Único de São Paulo, o sistema de combate dos submarinos do PROSUB e o SISFRON, Sistema de Vigilância das Fronteiras, que foi um dos temas mais citados durante a campanha presidencial por todos os candidatos. Hoje preside o Conselho Consultivo e Estratégico da Fundação, consolidando uma trajetória que, a par da função executiva, o qualificou como requisitado conselheiro profissional. Esse caminho foi iniciado com a presidência do Conselho da Associação Brasileira da Aviação Geral (ABAG) e com a participação em outras entidades do setor. Seus colegas de mercado sempre destacam como pontos fortes de Marson sua obstinação, o pensamento estratégico e a capacidade de montar e motivar equipes eficientes nas organizações por onde passou. Sobre o mundo da gestão da tecnologia, Marson Ferreira conversou com AméricaEconomia.

Acompanhe a entrevista:
AméricaEconomia – Você acumula grande experiência na gestão de projetos estruturantes de base tecnológica. Como foi seu envolvimento com esses processos de gestão estratégica e que lições você tirou para a sua trajetória como executivo?

Eduardo Marson Ferreira – Bem, após um início de carreira em comércio exterior e aviação, em 2003 fui contratado como CEO no Brasil da filial da EADS, conglomerado europeu aeroespacial e de defesa que era o resultado de uma série de fusões do final nos anos 90, início de 2000, dos ativos da Aerospatiale-Matra da França com a Daimler Aerospace alemã e a CASA espanhola. Naquela época o grupo, que já tinha uma implantação industrial no Brasil desde 1978, a fabricante de helicópteros Helibras, havia assinado um grande contrato de fornecimento de jatos Airbus para a TAM e estava negociando aviões de patrulha marítima e de transporte com a Força Aérea Brasileira (FAB). A legislação no país que tratava de contrapartidas, ou offsets, era bem recente, embora a FAB já tivesse exigido transferência de conhecimento de fornecedores de alta tecnologia no passado, como foi o caso do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). Mas, para mim, tudo aquilo era novidade. Lembro das negociações com a Força Aérea e indústrias brasileiras para transferir para o Brasil a fabricação de partes dos aviões, capacitar a indústria local a realizar a manutenção e, sobretudo, desenvolver sistemas sensíveis das aeronaves em negociação. O pacote tecnológico mais complexo naquele momento era o sistema de missão dos aviões P3 de patrulha marítima, cuja missão é detectar e engajar alvos na região do mar territorial de interesse nacional e de responsabilidade de busca e salvamento do Brasil, que vai até meio caminho daqui para a África. O software embarcado numa aeronave dessas é extremamente crítico para um país com mais de 8 mil quilômetros de costa, e uma riqueza enorme ali contida. E nem se falava de pré-sal ainda. Por razões estratégicas de salvaguardar o conhecimento desse software, o grupo teve que confiar o desenvolvimento desse programa a uma entidade local, a então Fundação Atech, que depois veio a ser a Ezute. São as coincidências da vida! Foi a primeira vez que percebi a importância estratégica de um programa de desenvolvimento de alta tecnologia e sua criticidade para o Brasil. E mais: foi quando me dei conta de que nossos engenheiros nada deviam aos europeus. Ao contrário disso, muitos desses profissionais acabavam convidados pelo grupo a ficar na Europa, e tínhamos que tomar extremo cuidado para que a matriz não “roubasse” nossos talentos, tão necessários naquele momento. A partir daí, praticamente todos os projetos em que estive envolvido até hoje incluíram transferência de conhecimento de ponta, procura e negociação com parceiros que receberiam esse conhecimento e a criação de centros de excelência em tecnologia no Brasil. Na Helibras, que eu vim a presidir depois, quando assinamos o contrato de fabricação no Brasil de 50 helicópteros H225M, o Centro de Engenharia da empresa tinha 9 profissionais. Como o acordo previa o desenvolvimento de versões no Brasil, algumas que nem existiam na Europa, tivemos que contratar mais de 60 novos engenheiros. O resultado foi tão positivo que passamos a fornecer pacotes de engenharia para outras empresas do Grupo Airbus. Acho que, como resultado para minha formação como executivo, ficaram o respeito pelo que se faz no Brasil em termos de desenvolvimento  tecnológico, a experiência de ter que levar adiante projetos com profissionais da geração Y, os “millennials”, e a gestão de programas de longo prazo e de enorme complexidade técnica e financeira.

AE – Você falou muito nesses processos de aquisição de conhecimento. Quais os desafios para as organizações embutidos nos processos de absorção, retenção, transferência e transformação de conhecimento e tecnologia?

EMF – Em primeiro lugar, as organizações devem estar preparadas e aparelhadas para receber determinado conhecimento ou desenvolvê-lo a partir do zero, ou de um estágio preliminar. Não falo só de equipamentos, mas de material humano qualificado e recursos financeiros. Isso quer dizer que a organização, que pode ser uma empresa, centro de pesquisa ou o próprio governo, vai despender enorme esforço para chegar a um determinado resultado.
O que se vê, sobretudo em projetos do setor governamental, é que problemas orçamentários levam muitas vezes ao alongamento excessivo do prazo dos projetos, com consequente revisão de cronogramas, que pode chegar até a sua interrupção. A consequência mais óbvia de revisão de cronogramas e repactuação contratual é a dispensa de mão de obra e o fechamento de unidades de pesquisa e produção. Ou seja, um enorme desperdício de tudo o que foi investido para preparar a organização para receber e desenvolver tecnologias. Some-se a isso o desafio constante de manter na organização uma nova geração de profissionais caracterizada pela volatilidade de propósitos e objetivos e pela atração por atuar em ambiente de trabalho agradável e projetos estruturantes. Há que motivá-los o tempo todo para que o investimento feito neles não se perca junto com o conhecimento que acumularam. Toda organização hoje em dia, de qualquer setor, tem a obrigação de fazer a gestão do conhecimento, pois ele é um “valor” que não pode deixar a organização a cada troca de pessoal.

AE – Que mudanças de comportamento e até culturais são necessárias para que as organizações possam definir modelos institucionais de sucesso, com um sistema de capacitação dos colaboradores e uma gestão de conhecimento que visem o êxito?

EMF – Às vezes temos uma tendência a pensar que gestão do conhecimento é algo supercomplicado, que significa construir um repositório com todas as informações da empresa acessível a todos. Nada disso! Começamos por estimular as conversas entre as mais diversas áreas da organização, por mais díspares que sejam. Você do RH descobre que seu colega de Finanças tem problemas de natureza semelhante aos seus e já resolveu por um caminho que talvez lhe sirva. Quebrar as barreiras entre os departamentos, fomentar o diálogo constante e estruturado até na hora do cafezinho ou do almoço faz parte do sistema de gestão do conhecimento. Uma vantagem já percebida imediatamente dentro da empresa é a diminuição do retrabalho e o aumento do reaproveitamento de tecnologias, técnicas e meios que já foram anteriormente empregados, com consequente economia de recursos financeiros. Reinventar a roda é, por princípio, sempre mais caro! Quanto à formação dos colaboradores, é de interesse de qualquer organização investir constantemente em capacitação. Há tempo nos encontramos numa sociedade globalizada, baseada em conhecimento. Mas a velocidade evolutiva das tecnologias está cada vez maior, o que exige do profissional uma atualização constante, ou uma “reinvenção” até. A Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial (IA) e os Sistemas Autônomos, para citar algumas dessas novas tecnologias, vão destruir modelos de negócio e categorias de profissões inteiras que conhecemos hoje. Portanto, as organizações precisam estar sempre atentas à evolução de seu ambiente concorrencial, capacitando constantemente os seus funcionários para acompanhar o que acontece ao seu redor. Só para dar um exemplo, um sistema de Inteligência Artificial bastante conhecido, que foi adaptado para escritórios de advocacia, já é capaz de produzir uma peça com 70% de consistência jurídica a partir das premissas do caso em tela. A pesquisa de jurisprudência, doutrina e legislação, que demandava dias de estagiários de Direito, hoje pode ser feita em pouco tempo pelo Watson, da IBM. Tem aquela anedota do “dilema”, em que o Diretor Financeiro diz ao CEO: “E se a gente investir no treinamento do funcionário e ele for embora?” – e o CEO responde: “E se a gente não investir e ele ficar?”

AE – Qual o papel da implantação de controles e da atualização sistemática das práticas e procedimentos de gestão estratégica para garantir uma correta análise de riscos e uma eficiente capacidade de resposta às dificuldades?

EMF – É o que eu disse antes. A velocidade das mudanças é tão rápida que impõe às organizações constante atualização e um sistema robusto com procedimentos e melhores práticas, além da capacidade de adaptação. O problema é que a velocidade das mudanças tornou-se acelerada demais. A chegada do Uber, por exemplo, causou uma disrupção no confortável e secular modelo de negócio dos taxistas, que reagiram contra ele até com violência em muitos lugares. Mas se você pensar bem, a própria Uber já está investindo em sistemas mais disruptivos ainda, que acabarão com seu próprio modelo de negócio com motoristas de hoje: o carro autônomo e o Ubercopter. E isso não levará mais que alguns poucos anos. É alucinante! Nenhuma organização, empresa, associação, fundação, ou até um clube, por mais tradicional e longevo que possa ser, tem o direito de se sentir confortável num mundo que experimenta esse nível de mudanças constantes. E há alguns exemplos clássicos. O que é feito da marca Kodak? O que acontece com os sindicatos após o fim da cobrança da taxa obrigatória? Em que situação se encontram hoje clubes tradicionais paulistas como C.R. Tietê ou Jockey Club com a mudança no ambiente em que floresceram? Portanto, qualquer organização precisa construir um robusto sistema de planejamento Estratégico que possa estressar o modelo de negócio atual, identificar forças, fraquezas, ameaças, concorrentes, aliados, recursos disponíveis e proposta de valor. Esse planejamento tem que ser inserido em ciclos de revisão pela organização, para garantir que novas variáveis sejam introduzidas. Além disso, por mais óbvio e básico que possa parecer, a organização não pode prescindir de ter todos os seus procedimentos internos descritos, auditáveis e certificáveis! Isso porque, mesmo após tantos anos terem se passado desde a introdução do Sistema da Qualidade baseado nas normas ISO, ainda existem empresas que realizam suas tarefas baseadas em usos e costumes dos departamentos. Não contam com um sistema integrado como a ISO 9001. Toda organização atualmente tem que ter metas claras conhecidas de todas as partes interessadas, princípios e práticas éticos e sustentáveis, e ser vista pela sociedade como criadora de valor. Com tudo isso, aumenta muito a possibilidade de ela se perenizar.

AE – Por falar em ética, a Fundação Ezute é pioneira entre as organizações do Terceiro Setor na Certificação ISO 37001, o chamado “selo antissuborno”. Qual a importância disso para os negócios da Fundação?

EMF – A Ezute tem por objetivo melhorar a vida dos brasileiros através da aplicação de tecnologia de ponta na gestão pública. Portanto, o setor governamental é nosso principal cliente nas várias esferas: federal, estadual e municipal. Reforçar nossa governança, melhorando os mecanismos de controle e conformidade, acaba por ser uma questão de sobrevivência em um ambiente de negócios marcado por tantos escândalos de corrupção entre o público e o privado, e onde muitas fundações sofrem questionamentos. Para chegar à certificação, revisitamos os procedimentos contidos no nosso Código de Conduta e políticas associadas: anticorrupção, conflitos de interesse, brindes e hospitalidades e patrocínios e doações. Depois fizemos uma gap analysis do Sistema de Compliance e percebemos que ele era suficientemente robusto para pleitearmos essa certificação, que é bastante nova no Brasil e no mundo. Poucas empresas no país obtiveram até agora a ISO 37001 e aparentemente não passa de uma dezena de certificadas. Por isso, nos enche de orgulho ter obtido esse selo de conformidade. A obtenção de alguma forma de certificação caminha para ser a única maneira de se fazer negócios com o setor público. Estados como o Rio de Janeiro já exigem de qualquer candidato a fornecedor de bens e serviços em licitações a comprovação de implementação de um sistema de conformidade, e a melhor forma de se comprovar isso é apresentando uma certificação.

AE – Vamos falar um pouco de gestão pública. Que atributos são necessários para uma administração institucional competente e comprometida com racionalidade de recursos e o bem-estar social?

EMF – Uma das maiores dificuldades da administração é a falta de visão sistêmica dos problemas enfrentados nos mais variados campos do setor público. Isso causa um desperdício enorme de recursos humanos e financeiros, leva a decisões equivocadas e compromete o futuro do cidadão. Pensar sistemicamente é utilizar todas as disciplinas disponíveis nas ciências exatas e humanas para obter uma leitura o mais abrangente possível da problemática e propor uma resposta integrada. De que adianta, por exemplo, termos os melhores equipamentos médicos em um posto de saúde que esteja localizado em uma comunidade de baixa demanda, ou sem acesso físico para a população? Ou de que vale comprar um helicóptero para a polícia antes da formação de pilotos e tripulantes, ou antes de se verificar a infraestrutura para sua operação? Não há como responder aos principais problemas da população sem lançar mão de sistemas. Veja outro exemplo no setor de segurança pública: hoje é inconcebível imaginar a aquisição de viaturas de uma marca brasileira, drones coreanos, sensores americanos e câmeras chinesas se tudo isso não puder “conversar” entre si num grande sistema e gerar, em conjunto, Big Data que vai ser usado para melhorar a gestão da própria segurança, mas também do trânsito, da mobilidade e do planejamento urbano.

AE – Está otimista com o Brasil?

EMF – O professor Delfim Neto sempre brinca que um homem da idade dele não tem o direito de ser pessimista. Acho que, neste momento do Brasil, ninguém tem o direito de ser pessimista, pois precisamos como nunca tirar o país de um ciclo de recessão jamais experimentado pela população. Os sinais que se apresentam são muito positivos, com a clara retomada da vontade de investir por parte de empresas nacionais e multinacionais, e os nomes anunciados pelo novo governo para a área econômica parecem estar caindo no gosto do mercado, gerando estabilidade. Claro que os desafios são enormes para o presidente Bolsonaro, especialmente em relação às reformas mais importantes e urgentes para a modernização do país, como a tributária e a previdenciária. Aí será a prova de fogo, quando o governo tiver que entrar em campo para negociar com o Congresso Nacional. Penso que o sucesso do próximo governo estará diretamente ligado à sua capacidade de entender a máxima do pensamento sistêmico, formulada por Aristóteles: “o todo é maior do que a soma das partes que o constituem”. O país é maior do que os interesses individuais, que por vezes se disfarçam de interesses nacionais. Não podemos cair nessa armadilha.

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4
dez

Novo modelo em projetos de concessão e PPP para saneamento

Novo modelo em projetos de concessão e PPP para saneamento

Conceito inédito lançado pela Fundação Ezute já recebeu primeira doação com encargo

O Brasil está em 112º lugar em um ranking de saneamento básico que considera 200 países. Para mudar essa realidade, com recursos públicos escassos, a iniciativa privada tem papel importante, por meio das concessões e parcerias público-privadas (PPPs). Nesse cenário, a Fundação Ezute, entidade sem fins lucrativos que há mais de 20 anos dedica-se a aperfeiçoar a gestão e o desempenho das organizações públicas e privadas brasileiras, abriu um edital com um novo modelo de captação de recursos neste segmento, e está selecionando municípios para se beneficiarem com a estruturação dos projetos, para os quais a organização já registrou a primeira doação.

“O novo modelo representa uma importante contribuição para que a colaboração entre o poder público e a iniciativa
privada tenha êxito no Brasil. Com ele, a Fundação Ezute assume a captação de recursos financeiros privados a
título de doação com encargo e utiliza sua equipe técnica e consultores especializados para estruturar e desenvolver os estudos e modelagens para os projetos, sem custos para os municípios”, explica o executivo de concessões e PPPs da Ezute, Thomas Strasser. Os potenciais doadores são organizações ou empresas com interesse em fomentar os setores abrangidos pelos editais.

Primeiro doador

É o caso da primeira empresa doadora, a Aegea, uma das maiores organizações privadas do país no segmento de
saneamento, atendendo mais de 7,6 milhões de pessoas, que atua no gerenciamento de ativos por meio de
concessões plenas ou parciais e parcerias público-privadas (PPPs), como administradora de todo processo do ciclo da água – abastecimento, coleta e tratamento de esgoto.

O executivo da Ezute destaca que “o objetivo do modelo é ajudar o poder público na estruturação dos projetos
de Parceria Público-Privada e Concessão com o apoio e a participação do setor privado, e com isso reverter a
enorme taxa de mortalidade dos PMIs – Procedimentos de Manifestação de Interesse, que tem gerado insegurança
no segmento privado em investir em PPPs”. Além de saneamento, o modelo pode ser aplicado a projetos de PPPs
e Concessão em outros setores, como resíduos sólidos e iluminação pública.

Segundo Thomas, existe atualmente um grande interesse, tanto do setor público quanto da iniciativa privada, em
estimular o mercado por meio de concessões e PPPs para investimento e operação de sistemas de saneamento, tanto
no abastecimento de água quanto na coleta e tratamento de esgoto, mas a maior parte dos municípios não tem
condições de assumir os investimentos necessários. Além disso, é importante o apoio de uma entidade isenta, para
que o projeto seja viável tanto para o parceiro público quanto para o privado, e os benefícios atendam a ambos de
forma equilibrada. Quem se beneficia, no final das contas, é a população atendida.

O executivo da Ezute lembra que a maioria dos projetos não passa da fase de PMI, por não atenderem plenamente à
legislação vigente ou por apresentarem deficiências técnicas ou econômico-financeiras na elaboração, e com isso não
avançam para o estágio de licitação. Segundo Thomas, o novo modelo tem como objetivo suprir essas lacunas.

Assessoria aos municípios

A Fundação assessorará a elaboração ou revisão do marco legal municipal, apoiará na estruturação do conselho gestor de PPP, na estruturação da garantia pública e na justificativa do projeto junto aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público, e se encarregará de fazer a modelagem técnica, operacional, econômico-financeira e jurídica do projeto, auxiliando o município na elaboração do edital e acompanhando as etapas de consulta pública, audiência pública e o processo licitatório. “A estruturação do projeto será sustentada por essas doações e o valor do estudo será reembolsado à Fundação pela empresa que vencer a licitação, tenha ela sido ou não a doadora, para que os recursos sejam utilizados em novos projetos em outros municípios”, afirma Thomas, ressaltando que o modelo é uma solução para a realidade atual do país.

“Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o SNIS, do Ministério das Cidades, mostram
que 17% da população brasileira, ou seja, 35 milhões de pessoas, não têm acesso à rede de água e cerca de metade
não é atendida por coleta de esgoto, porque a grande maioria dos municípios não tem condições de investir no
saneamento”, conclui o executivo.

Clique aqui para ver a matéria em PDF.

7
ago

Saneamento busca projetos independentes para avançar

Saneamento busca projetos independentes para avançar

Matéria do Valor Econômico do dia 7/8/2018, assinada por Rodrigo Rocha, aborda a alternativa das Parcerias Público-Privadas (PPPs) para o destravamento de projetos no setor de saneamento. Marcello Palha, diretor para o Mercado Civil da Fundação Ezute, concedeu entrevista ao jornal explicando o papel da organização neste segmento.

 

Saneamento busca projetos independentes para avançar

Por Rodrigo Rocha | De São Paulo

Das diversas dificuldades que atingem o setor de saneamento, um dos maiores freios para investimentos é a falta de projetos bem estruturados pelo poder público nas concessões e parcerias público privadas (PPPs). A alternativa que surgiu nos últimos anos, e vem ganhando impulso em 2018, são os projetos estruturados por fundações e associações independentes, sem participação direta das companhias. A iniciativa, além de suprir as necessidades de municípios e estados, pode reduzir as preocupações com compliance.

É consenso entre os interessados em investir em saneamento que, além das questões políticas e regulatórias, faltam bons projetos. Poucos saem do papel, e os que vão para a rua ainda sofrem com problemas técnicos que dificultam a continuidade das obras e o acesso a financiamento.

A principal via nos últimos anos para apoiar entes públicos na estruturação de projetos de saneamento tem sido os procedimentos de manifestação de interesse (PMIs). Nessa modalidade, consultorias ou empresas interessadas nas operações apresentam estudos que podem ser usados como base, ou ao menos inspiração, para licitações. Em casos em que o interesse é manifestado por diversos grupos, é comum que o chamamento público final seja composto por pedaços de diversos PMIs.

O modelo dos PMIs, no entanto, vem se desgastando nos últimos anos, seja pelo pouco sucesso em se transformarem de fato em propostas, e pela crescente preocupação com governança. Em um cenário pós Lava-Jato, as companhias veem com ressalvas o risco de suspeitas em caso de vitória em uma concessão sugerida por ela.

“Nas PMIs, uma empresa faz o estudo, pega as informações, prepara um projeto e acaba tendo um acesso antecipado a esse conteúdo. Daí surge a questão de ter um projeto privilegiado, o que não necessariamente é verdade”, afirma Renato Sucupira, da consultoria BF Capital. “Saneamento é um setor prioritário, com recurso abundante, e mesmo assim tem poucos projetos.”

É nesse vácuo que entra a estruturação independente. “Hoje em dia, apenas 8% das PMIs viram contrato. Em um modelo como esse, a possibilidade é maior”, explica Marcelo Palha, diretor de mercado civil da Fundação Ezute, que abriu este ano editais para captação de recursos para projetos de saneamento, resíduos sólidos e iluminação pública. “Há uma série de municípios onde é preciso estruturar um projeto para conseguir apoio da iniciativa privada, mas nem sempre as cidades têm a parte técnica para construir um modelo.”

 A iniciativa mais avançada da Ezute é a de saneamento, iniciado em março e que já recebeu apoio financeiro da Aegea e negocia com mais duas empresas. Apesar do financiamento, as empresas não terão nenhuma ingerência na elaboração do projeto nem na decisão da cidade escolhida para a elaboração.

 A Ezute busca um município, ou bloco de municípios, cuja população ultrapasse os 100 mil habitantes. O custo estimado do projeto é de R$ 2,5 milhões. A intenção da fundação é que esse montante seja ressarcido na assinatura do contrato de PPP ou concessão, o que já financiaria a elaboração de um novo estudo.

A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) é outra entidade que trabalha a estruturação independente. No caso, a associação negocia parcerias com o Banco Mundial, com o Ministério do Planejamento e com o Unops, braço das Nações Unidas para apoio a projetos.

“Imaginamos inicialmente levantar cerca de R$ 10 milhões para pegar um conjunto de municípios escolhidos pelo nosso comitê e a entidade internacional que estiver nos apoiando”, explica Venilton Tadini, presidente da Abdib.

Com relação ao Ministério do Planejamento, a possibilidade é de uso do Fundo de Estruturação de Projeto (FEP), para ajudar no apoio financeiro. Da parte privada, o apoio financeiro pode vir de qualquer empresa que faça parte do segmento: fabricante de equipamentos, operadoras, consultorias, construtoras, entre outras.

O apoio da entidade seria não apenas na estruturação do projeto, mas também indicando critérios de utilização dos recursos e outros aspectos operacionais.

“Estamos estudando há mais de sete meses e nos aproximamos de um encaminhamento adequado. Terminando nossa lição de casa queremos discutir com os municípios”, acrescenta Tadini.

O próprio BNDES foi atrás de parceiros nos estudos para a privatização ou concessão das companhias estaduais de saneamento que foram incluídas no Programa de Parcerias de Investimento (PPI) no ano passado. Atualmente, sete Estados ainda tentam participar da iniciativa.

A BF Capital venceu dois editais de estruturação, de Ceará e Pará, e os considera em estágio avançado. “Nessa iniciativa do BNDES, os consultores fazem avaliações, assessoram, não podem participar dos leilões e dão apoio até a assinatura do contrato”, afirma Sucupira. “Acho que o setor vai destravar a partir do ano que vem, e teremos mais projetos sendo estruturados.”

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17
jul

Municípios Iluminados

Municípios Iluminados

Com o LED, as grandes empresas fornecedoras conseguem entregar produtos de telegestão, que permitem controle e monitoramento à distância

Matéria traz entrevista com o diretor de Mercado Civil da Fundação Ezute, Marcello Palha.

Clique aqui para acessar o PDF da reportagem.

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10
jul

‘Honest Broker’ e interesse nacional

‘Honest Broker’ e interesse nacional

Artigo de Eduardo Marson publicado no jornal O Estado de S. Paulo do dia 9/7/2018

Não podemos mais tentar responder aos desafios sem privilegiar o pensamento sistêmico

Quando a Força Aérea dos EUA, no final da década de 1950, encomendou ao laboratório de pesquisas do Massachusetts Institute of Technology o desenvolvimento de um sistema de defesa aérea do país, logo percebeu que os tempos da academia eram diferentes da necessidade objetiva do momento. Os administradores americanos então decidiram que esse trabalho deveria ser conduzido por uma corporação privada sem fins lucrativos. A organização a ser criada deveria ser livre de conflitos de interesses para poder realizar um trabalho de articuladora independente num projeto de geração de conhecimento estratégico que envolvia pesquisa, desenvolvimento, inovação e defesa da soberania, com múltiplos atores.

Essa foi a origem da Mitre Corporation (de MIT Research), uma organização que desde então exerce o seletivo papel de honest broker, oferecendo apoio à gestão pública, ao desenvolvimento tecnológico e à resolução de problemas complexos da administração dos EUA, mantendo uma equidistância saudável entre as entidades governamentais, as empresas industriais e de serviços, a academia e outros institutos de ciência e tecnologia.

Depois de desenvolver o sistema de defesa aérea e outros programas governamentais, o foco da Mitre se expandiu. Agindo como um eixo eficaz para melhor aproximar a teoria lançada pela academia e a prática produtiva da indústria, de modo que o país fizesse o melhor uso dos recursos, obtendo junto ao mercado civil uma oportunidade para multiplicar a geração de riqueza embutida nos produtos, a Mitre exerceu seu papel de honest broker no gerenciamento de grandes encomendas governamentais de tecnologia para modernizar outros setores, como segurança pública, saúde, Judiciário, transportes e energia.

A expressão honest broker foi criada na cultura anglo-saxônica, ainda na era medieval, para um árbitro independente cujo papel era dirimir as disputas entre súditos. O papel das atuais honest brokers deve ser pensado como de uma articuladora isenta, capaz de conciliar os interesses, os objetivos e o timing governamental, acadêmico e da iniciativa privada, que muitas vezes não são iguais.

O Brasil tem enorme premência em desenvolver uma série de projetos de interesse nacional, com foco estratégico em sistemas tecnológicos complexos, que exigem serviços especializados intensivos em conhecimento, com uma atuação integradora e muita eficácia gerencial para obter resultados. E a maior parte desses projetos depende de uma visão sistêmica que reúna dados de especialistas, estudos estruturados e metodologias consagradas, para o desenvolvimento de soluções que contribuam para o domínio e a aplicação de tecnologias críticas com alto valor agregado, e que muitas vezes envolvem questões de soberania e inserção do País numa nova posição geopolítica global.

Um exemplo de projeto de interesse nacional que revelou uma atuação integradora com visão sistêmica foi o Sivam, o Sistema de Vigilância da Amazônia. O projeto exigia a concepção e integração de um inovador sistema de inteligência, constituído por vigilância e controle do espaço aéreo numa região sujeita à ocorrência de todo tipo de ilícitos, como a Amazônia Legal brasileira. Um grande “sistema de sistemas” que depois de desenvolvido pudesse ser repassado para a indústria nacional continuar a fazê-lo evoluir enquanto produto, o que efetivamente aconteceu.

A falta de visão sistêmica em projetos resulta, na maioria das vezes, em desperdício de tempo, energia e, principalmente, de recursos, que deveriam ser mais criteriosamente empregados para atender às necessidades da sociedade. Detectar uma necessidade, equacioná-la a partir de dados científicos e propor uma solução por meio de uma metodologia sólida e reconhecida é o papel que se espera de uma honest broker.

No vasto campo existente no Brasil para a atuação de uma organização com essas características se destaca o da segurança pública, um processo que precisa ser encarado com uma visão sistêmica que resulte numa ação eficaz. Não bastam aquisições isoladas de veículos e equipamentos, armas ou munição. Existe urgência no desenvolvimento de um sistema que permita fortalecer e ampliar as melhores práticas de gestão de planejamento e operação de controle da criminalidade, tendo como atributos força institucional e criação de base de dados unificada, racionalidade de recursos e compromisso com a modernização pública e com o bem-estar social.

Em relação ao programa espacial, mais do que nunca ficou evidente que as tentativas isoladas levaram a uma estagnação, impedindo o pleno cumprimento de seus objetivos de desenvolvimento das tecnologias necessárias de veículos lançadores, produção de satélites e exploração espacial em geral no País.

A própria emergência das cidades inteligentes exige essa visão. Não adianta pensarmos nas cidades sem que a instalação de equipamentos de última geração, destinados à melhoria da gestão urbana, consiga aperfeiçoar efetivamente a sua administração, como infelizmente vem ocorrendo atualmente no Brasil.

Não podemos mais cair na armadilha de tentar responder aos desafios sem privilegiar o pensamento sistêmico, a partir do uso da ciência organizacional e da adoção da moderna governança dos processos. Para isso são necessárias organizações capazes de atrair as melhores mentes científicas, proporcionar ambiente favorável à pesquisa, realizar análise independente e imparcial, dar sobrevivência de longo prazo aos trabalhos, desvincular os centros da necessidade de obter lucro, estabilizar equipes interdisciplinares e desenvolver as tecnologias adequadas aos problemas. E fazer tudo isso com absoluta isenção e confidencialidade, permitindo que governo, academia e setor privado possam adotar as melhores soluções para os desafios complexos que envolvem o interesse nacional.

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Link para artigo no Estadão Online: https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,honest-broker-e-interesse-nacional,70002395472