Fundação Ezute nasceu para garantir a autonomia tecnológica brasileira ao desenvolver e absorver o entendimento sobre a construção, implantação e operação dos complexos sistemas de apoio à proteção da Amazônia Legal, incluindo o controle de tráfego aéreo civil e militar na região.

 

Complexo de Manaus, compreendendo o CVA – Centro de Vigilância Aérea (que depois virou CIDACTA IV) e CRV – Centro Regional de Vigilância / Foto: CCSIVAM/CISCEA (fotógrafo oficial: PEREZ)

Criado para contribuir com a defesa e a soberania brasileira, o SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia completa neste mês de julho 20 anos de atividades. Anteriormente à entrada em regime de operação, seu órgão operacional, o CENSIPAM – Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, foi ativado de forma a utilizar todo o aparato tecnológico do SIVAM em conjunto com a FAB – Força Aérea Brasileira.

A data é celebrada pela Fundação Ezute, pois seu nascimento é fruto da demanda do Governo por uma organização integradora nacional, que agregasse autonomia para o país, através do domínio das tecnologias complexas que compunham o projeto.

Desta forma, os primeiros passos da Ezute foram chancelados pela parceria firmada com o Ministério da Defesa e a Força Aérea Brasileira.

Radares da Unidade de Vigilância de Manaus

Com o objetivo de proteger e monitorar a Amazônia Legal, que contempla as Regiões Norte do país, o Estado de Mato Grosso e parte do Maranhão, o SIVAM entrou em operação em 25 de julho de 2002, passando a utilizar um inovador conjunto de sistemas de inteligência, constituídos por vigilância e controle do espaço aéreo e apoio à investigação de ocorrências de ilícitos ambientais na região.

A implantação do sistema exigiu toda uma infraestrutura de edificações, computadores, softwares, estações de telecomunicações e meteorológicas, radares fixos e aerotransportados, plataformas de coleta de dados, aeronaves de alerta antecipado e sensoriamento remoto, tudo isso suportado por uma logística sem precedentes no país, visto que o sistema abrange as regiões mais inóspitas da Amazônia.

Ao gerenciar as situações críticas e desenvolver outras funcionalidades do sistema, a Fundação Ezute adquiriu um amplo know-how e o domínio de competências e conhecimentos que hoje contribuem de forma ampliada com a sociedade, em áreas diversas como Defesa, Educação, Transportes, Proteção Ambiental, Proteção de Recursos Hídricos, Mapeamento Digital e Saúde.

Entre os projetos encampados pela instituição que podem ser considerados frutos dessa tecnologia adquirida estão dois implementados na maior capital do Brasil, São Paulo: o Sistema do Bilhete único da SPTrans, pioneiro em complexidade no serviço público metropolitano e que deixou um legado social, e o Sistema Integrado de Gestão de Assistência à Saúde de São Paulo (Siga Saúde), considerado o maior na gestão de saúde pública municipal do país.

“Temos muito orgulho da nossa história de pioneirismo e de ajudar o Brasil na sua trajetória de evolução tecnológica e progresso e muita satisfação em poder empregar a nossa expertise em inovação e tecnologias inovadoras em novos projetos que visam a transformação das organizações e da sociedade brasileira”, destaca o presidente da Fundação Ezute, Delfim Ossamu Miyamaru.

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