Mapeamento digital monitora áreas urbanas e rurais para planejamento estratégico das cidades

13/12/2017

Desenvolvimento dos projetos tem verificação independente da Fundação Ezute, no Tocantins e em São Paulo

              
Mapeamento rural no Tocantins                                            Mapeamento em São Paulo

O estado do Tocantins acaba de receber um novo mapeamento digital para acompanhar o crescimento ou diminuição das áreas rurais, bem como do desmatamento, em seus municípios, e que fará parte do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de todo o estado. O trabalho, desenvolvido por uma companhia de cartografia contratada pelo governo estadual, teve o acompanhamento da Fundação Ezute, que apoiou a Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado de Tocantins (SEMARH-TO) como verificadora independente da qualidade dos produtos do projeto.

Nessa avaliação, a Ezute utiliza os conhecimentos de sua equipe em cartografia, sensoriamento remoto e geoprocessamento, além do uso de tecnologias de sistema de informação geográfica, processamento e classificação de imagens e padrões, normas e legislação cartográficas para os 287.000 mil km² do projeto, sendo 277.000 km² do estado, mais uma faixa contínua além de seus limites.

A base geográfica resultante compõe o Cadastro Ambiental Rural, documento estratégico para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento no Estado, bem como para o acompanhamento das demais formas de vegetação nativa da região e para o planejamento ambiental e econômico do uso, ocupação e aptidão dos imóveis.

Estes mesmos conhecimentos estão sendo aplicados no projeto que está em andamento em São Paulo para o Mapeamento Digital do Município, que abrange aproximadamente 1.611 km². Na capital paulista, o trabalho da Fundação consiste na análise e avaliação da conformidade e qualidade das imagens fotogramétricas digitais e dos produtos da cartografia, por meio de um processo metodológico, organizado e controlado.

Em São Paulo, o objetivo é mapear a área urbana e identificar o avanço e evolução das edificações municipais como subsídios à atualização do cadastro imobiliário e, ainda, identificar e cadastrar a vegetação existente no município. “A base cartográfica pode ser utilizada para os mais diversos fins e o nosso objetivo é acompanhar o levantamento da cartografia para que o estado ou município consiga identificar com clareza os dados que necessita por meio desse mapeamento”, explica Marcello Palha, diretor do segmento Civil da Fundação Ezute.

O processo metodológico da Fundação para avaliação da qualidade de produtos dos mapeamentos, envolve desde imagens que são captadas por sensores orbitais (satélite e radar) ou adquiridas por meio de câmeras fotogramétricas digitais – plataformas fixas, até os produtos de mapeamento em escalas capazes de apresentar detalhes com alta precisão.

A Fundação Ezute atua como especialista e verificadora independente, tendo como compromisso a qualificação dos produtos do projeto de mapeamento e garantia da entrega de acordo com as especificações e requisitos do projeto inicial, assegurando assim um investimento saudável. “Seja pela falta de softwares e hardwares especializados, ou mesmo pelo tempo restrito dos profissionais para as verificações e acompanhamento em campo, possíveis erros de um projeto como esse só são percebidos durante o uso, o que pode levar a prejuízos financeiros e de tempo”, reforça Marcello.

Com a constante evolução das cidades, as bases cartográficas precisam de atualização ao longo do tempo, mas o trabalho depende da necessidade do município e da existência de recursos para isso. Em São Paulo, o primeiro mapeamento cadastral do município apoiado pela Fundação havia sido realizado em 2004, com a atualização agora em andamento.

Em 2010, a Ezute apoiou a gestão e a avaliação da qualidade da base cartográfica do Estado de São Paulo, bem como a concepção e desenvolvimento de sistema de compartilhamento de informações cartográficas. No estado do Tocantins, a Ezute apoia desde 2015, o mapeamento do estado para uso no CAR, que cria a base de dados rurais atualizada e a base geográfica do Tocantins, compartilhada entre órgãos estaduais, universidades e cidadãos.