Fundação Ezute apresenta inovações e novidades durante a 3ª Mostra BID Brasil

08/09/2014

A Fundação Ezute participou da 3ª Mostra BID Brasil apresentando novidades e inovações para o setor de defesa, principalmente aqueles que atendem diretamente as demandas da Marinha do Brasil (MB).

O primeiro que merece destaque é o projeto Míssil Antinavio de Superfície (MAN-SUP), que constituirá um sistema de defesa a ser utilizado nos navios da MB. É um projeto complexo e multidisciplinar, com elevado conteúdo tecnológico, que reúne uma série de empresas da área de defesa. Devido ao seu caráter inovador, o MAN-SUP colocará o Brasil em um novo patamar de independência tecnológica.

A equipe multidisciplinar da Fundação Ezute atua tanto nas atividades técnicas de engenharia de sistemas como gerenciais, implementando a gestão complementar em apoio à MB e também a realização das atividades de engenharia de sistemas correspondentes. O desenvolvimento do MAN-SUP está a cargo de três empresas brasileiras, sendo que a Ezute provê apoio técnico-gerencial ao desenvolvimento e à integração das partes componentes fabricadas pelos diferentes fornecedores, zelando também pela sua qualificação.

Outro programa de destaque foi o de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Atendendo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, esse programa visa à soberania pela autossuficiência tecnológica. Para isso, a Fundação Ezute foi selecionada e aprovada para trabalhar junto à Directions de Construction Navales et Services (DCNS, da França) no Sistema de Combate dos submarinos convencionais do PROSUB. Segundo o acordo entre a DCNS e a MB, a DCNS deverá fornecer o Sistema de Combate para os quatro submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica) (SBR) e também para o primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear (SNBR).

A Fundação Ezute irá participar de atividades de integração do Sistema de Combate para o primeiro SBR e, no futuro, a Fundação irá apoiar a MB na manutenção e evolução desse sistema.

Considerado o “cérebro do submarino”, o Sistema de Combate (SC) no SBR tem a função de gerenciar os subsistemas de detecção submarina, aérea e de superfície (utilizando sonares, radares e periscópio); os subsistemas de comunicação externa (navio-navio e terra-navio) e de navegação eletrônica; o subsistema ambiental (utilizando parâmetros oceanográficos e monitorando ruídos); e os subsistemas de armas e munições (com o cálculo da solução de tiro para o lançamento de armas, como torpedos ou mísseis) e de contramedida. Ou seja, tudo que os “olhos” e “ouvidos” do submarino perceberem serão processados nesse “cérebro”, que vai determinar a designação de alvo, o uso de um sistema de arma e eventualmente o disparo do armamento.

Recentemente, foram iniciados os trabalhos no SIF (Shore Integration Facility), ou “facilidade de integração em terra”, que permite verificar as interfaces e comunicação entre diferentes equipamentos e subsistemas. O desenvolvimento do software, do qual também participam engenheiros da Ezute, encontra-se em estado avançado.

A participação da Ezute neste projeto enriquece sua experiência em projetos de transferência de conhecimento e tecnologia e fortalece a parceria da instituição com a MB. Somos uma Organização cujo maior ativo é o conhecimento acumulado e ele só faz sentido se for aplicado a serviço do desenvolvimento brasileiro?, destaca o presidente da Fundação, Tarcísio Takashi Muta.

Por fim, outro ponto de grande destaque é referente a participação conjunta na concepção e gestão de um dos mais importantes programas estratégicos da MB, o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).

Apoiando a MB na realização do programa SisGAAz desde a fase de concepção, o SisGAAz será um sistema de defesa cuja missão é monitorar, de forma integrada, as Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB) e as áreas internacionais de responsabilidade para operações de Socorro e Salvamento. O SisGAAz, quando totalmente operacional, contribuirá para o controle e a mobilidade estratégica, representadas pela capacidade de responder prontamente a qualquer ameaça, emergência, desastre ambiental, agressão ou ilegalidade. O sistema permitirá que a riqueza contida na costa marítima brasileira seja monitorada, protegida, explorada e preservada nas próximas décadas.

Esse novo sistema terá caráter dual, atendendo não somente aos objetivos relacionados com a defesa, mas também aos aspectos nos quais a MB colabora com órgãos da estrutura do governo em missões de apoio. Estas missões, relacionadas com segurança, combate a ilícitos, preservação do meio ambiente e assistência a populações atingidas por eventos climáticos extremos, poderão se beneficiar com ganhos de eficiência e eficácia, decorrentes do aperfeiçoamento da coordenação entre as agências envolvidas e do incremento na troca de informações.

Com base neste projeto, a Ezute teve o seu produto “Concepção de sistemas para programas estratégicos de defesa” classificado pelo Ministério da Defesa como Produto Estratégico de Defesa (PED). Atualmente, a Ezute presta consultoria técnica à MB, apoiando a contratação do desenvolvimento do SisGAAz.

Com o SisGAAz, será ampliada a presença do Estado Brasileiro nas Águas Jurisdicionais Brasileiras por meio do monitoramento contínuo da Amazônia Azul. Essa imensa área marítima, com 4,5 milhões de km2, sendo 3,5 milhões em ZEE (Zona Econômica Exclusiva) e 911 mil de Plataforma Continental, por onde transitam 95% do nosso comércio exterior e onde estão 80% do petróleo brasileiro, e  que gera empregos e prosperidade para nosso país.A 3ª Mostra BID Brasil aconteceu entre os dias 2 e 6 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, focada nos setores de Defesa e Segurança, promovida pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), em parceria com a ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), com apoio do Ministério da Defesa e do Governo do Distrito Federal.